Aqui deixarei minhas letras, Sintam-se em casa. Os textos dos quais não houver nenhuma citação de autoriedade foram escritos somente por mim, os demais conforme suas descrições.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
VIVER
Somos loucos e não somos poucos,
Não estamos presos, todos soltos
Uma vela acesa, uma reza
Uma rosa, um barco a vela
Temos tempo, já não vamos ao vento
Corre lento, caminho tenho
Cata-vento, uma folha cai
uma estrela já não me distrai
uma história e seus coadjuvantes
não faz sentido, dizer que antes
ter nos prendido a versos pequenos.
Uma reza, uma promessa
A consciência da benevolência
Uma arvore cortada ao meio
Foi um castor ou um carpinteiro?
O cabelo partido ao meio
É só uma história de um ano inteiro,
Mais uma hora, sentindo cheiro
de planta morta e um cativeiro.
Abre a porta, mas não vá embora
Fique calma, a luz primeiro
Apague o caos e os devaneios
Não observe, foi só um desterro
Uma loucura, Rio de Janeiro
Distração, o mês de Fevereiro
Somos loucos, mas nunca poucos
Somos vagarosos, somos ligeiros.
Uma lanterna, luz apagada
Uma promessa, foi um ano inteiro.
Abre a janela, deixa a luz do sol entrar
Arraste moveis, proteja os seus Iemanjá
Abre a cortina, Buda me ensina a meditar
O que não interessa é melhor deixar pra lá.
O carrossel voltou a girar
Primeiro um guerreiro, depois foi só blá blá blá
Queria mesmo era poder gritar
Quem sabe assim, a gente vê acordar
esse povo que dorme, antes mesmo de alguém vir mandar.
Somos fortes, quem é a morte,
Senão somente a certeza de um dia nos libertar,
dessa loucura de poder, enfim encontrar
Uma cobertinha e uma mascara então tomar
o rosto alegre, e na tristeza andar
o rosto ri, mas a alma só faz chorar.
Ah, mas pra que me importar?
A lágrima limpa a alma
E a esperança é a energia
que eu preciso para respirar!
PARA VIVER.
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